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CONFIRMADO

Snyder filmou The Last Photograph inteiro com a câmera na mão

Por SnyderVerso

O diretor de BvS e 300 apareceu no Festival de Toronto com um filme independente, o menor orçamento da carreira, guardado há mais de 20 anos. E operou a câmera em todos os planos.

O cara que encheu a tela de deuses em câmera lenta fez o filme novo sentado num caixote de maçã, com a câmera na mão. Todos os planos. Do primeiro ao último.

The Last Photograph teve a primeira exibição pública no Festival de Toronto, e horas depois o Zack Snyder sentou com o jornalista Josh Horowitz, do podcast Happy Sad Confused, pra falar da recepção. A entrevista saiu em 17 de setembro de 2026. Na descrição do Josh, o filme acompanha dois homens numa jornada rio adentro, à moda de Apocalypse Now: um fotógrafo perdido e um homem atrás de acerto de contas depois de uma tragédia na família.

O projeto tem mais de duas décadas. Já teve orçamento de 50 milhões de dólares dentro da Warner, já teve outro diretor, já teve outros astros. Nunca saía, porque era o filme do meio: pequeno demais pra ser blockbuster, caro demais pra ser barato. A brecha veio quando o longa sobre o UFC foi pra gaveta. Ele juntou pouco dinheiro, chamou os amigos e foi filmar.

É o menor orçamento da vida dele, de longe, e o valor ainda é segredo. A conta fechou porque ele acumulou funções: foi diretor de fotografia e operador de câmera. E descobriu que prefere assim. Disse que fica mais íntimo, menos tedioso, e que ele se interessa mais pelo filme quando é responsável por cada quadro. A experiência virou um teste pessoal: será que ele ainda sabia fazer cinema sem a máquina gigante em volta?

Se eu tenho uma câmera e um ator, eu consigo fazer um filme.

Zack Snyder no Happy Sad Confused, 17/09/2026, aos 15:00

A crítica rachou, como sempre racha com ele. Fãs amaram, parte da imprensa detestou. E o Snyder está em paz: contou que leu uma resenha xingando o filme antes mesmo de ver, e achou ótimo, porque indiferença é a única reação que ele não aceita. Também aproveitou pra desmontar a ideia de que não sabe o que faz. Kitsch, no sentido nobre da palavra, é o gênero favorito dele, e está no DNA de tudo que filmou.

Foi o primeiro festival dele desde Berlim, quando levou 300 e ouviu da imprensa alemã que era cineasta fascista. Dessa vez saiu rindo.

O filme procura distribuidora, ele quer tela grande, e o corte exibido é o final. Quando chegar, a gente vê junto.

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