Snyder traça a linha contra a IA: nenhum plano feito por máquina
O diretor que construiu mundos inteiros em computação gráfica disse onde a inteligência artificial tem que parar. E apostou que a sala de cinema vai virar o selo do que é feito à mão.
O Zack Snyder passou vinte anos filmando em frente a tela verde. Então quando ele fala onde a inteligência artificial tem que parar, vale ouvir.
O tema apareceu no Happy Sad Confused, o podcast do jornalista Josh Horowitz, em entrevista gravada no Festival de Toronto e publicada em 17 de setembro de 2026. O Josh quis saber se ele vê a IA como ferramenta ou como uma coisa pra sair correndo. A primeira reação foi lembrar que The Last Photograph, o filme novo, quase não tem efeito visual. A segunda foi admitir o óbvio: ele tem o ChatGPT no celular, como todo mundo.
Aí ele foi pro ponto. O medo dele tem endereço: o dia em que as pessoas na tela não forem pessoas. E a regra que ele propõe é simples de propósito.
Os humanos precisam ser humanos.
Zack Snyder no Happy Sad Confused, 17/09/2026, aos 50:50
Ele sabe que a fronteira é escorregadia. Efeito visual tradicional e efeito feito por IA já se misturam, e vai ficar cada vez mais difícil apontar onde um termina e o outro começa. Por isso ele prefere uma régua que não depende de tecnologia nenhuma: gente de verdade em cena, e nenhum plano criado por máquina. Plano, pra ele, é decisão de alguém que estava lá olhando.
A parte mais bonita é a aposta. O Snyder acha que a resposta à IA vai ser a volta do feito à mão, do mesmo jeito que acontece com cerâmica, com qualquer objeto artesanal que ganha valor justamente quando tudo em volta é produzido em série. E que a sala de cinema pode virar o lugar com selo: o que passa ali foi feito por pessoas, pra pessoas. Ele ligou isso ao encanto da molecada com IMAX e película 70 mm, que chamou de ingredientes de artesão.
Pode parecer papo de nostálgico. Só que vem de um cara que acabou de rodar um longa inteiro segurando a própria câmera, sem equipe gigante em volta, só pra provar pra si mesmo que ainda sabia. Ele não está teorizando. Está contando o que fez no mês passado.
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A pergunta era se ele ainda precisa de distância dos super-heróis. A resposta trouxe de volta o nome da HQ que ele mais quer filmar, e o motivo é bom.