Imagem: Warner Bros. via TMDB
Em Toronto, o Zack Snyder passou a fila de projetos a limpo: a série de 300 anda bem, o corte de Sucker Punch espera licenças vencerem e A Nascente já tem 10 de 12 episódios escritos.
Quinze anos depois, o corte do diretor de Sucker Punch continua vivo. E o motivo de ainda não ter saído é mais burocrático do que tu imagina.
O Zack Snyder falou disso no Happy Sad Confused, o podcast do jornalista Josh Horowitz, numa entrevista gravada no Festival de Toronto e publicada em 17 de setembro de 2026. O Josh aproveitou os 20 anos de 300 pra fazer o diretor abrir a gaveta inteira de projetos. Tinha bastante coisa lá dentro.
Começando pelo que os fãs mais cobram. Sucker Punch saiu em 2011 remontado pelo estúdio, e o Snyder nunca escondeu que a versão dele é outra. Ele contou que toda vez que liga pra Warner pedindo pra lançar, ouve a mesma explicação: tem que esperar certas licenças vencerem, porque lançar o corte novo desvalorizaria a versão que alguém já comprou pra exibir. Ele mesmo desconfia da desculpa. Mas a posição dele não mudou.
Definitivamente na pauta.
Zack Snyder no Happy Sad Confused, 17/09/2026, aos 37:30
Falta pouco, inclusive: ele precisa chamar as atrizes de volta pra regravar algumas falas.
Em 300, a novidade é a série. A prequel pra TV está em desenvolvimento, ele descreveu a fase como muito empolgante e disse que deve dirigir uma parte. Sobre a trama, nem uma palavra, porque não está autorizado.
E tem a história do roteiro que fugiu de casa. Pediram a ele uma continuação de 300. Ele foi pesquisar, se apaixonou por outra coisa e voltou com uma história de amor entre Alexandre, o Grande, e Heféstion, que acabou saindo do universo de 300. Chama Blood and Ashes, o texto é dele, e ele diz que ainda pode filmar.
O projeto mais inesperado é A Nascente, o romance da Ayn Rand sobre um arquiteto que não aceita se curvar. Virou série limitada de 12 episódios, ele escreve desde 2018 e já tem 10 prontos, usando como guia o roteiro original de 310 páginas que a própria autora escreveu pro filme de 1949. Ele vendeu a série pra duas empresas. As duas desistiram uma semana depois. Pra ele, isso só prova que vale a pena fazer.
No resto da fila: o filme do UFC espera a liga se ajeitar na casa nova, a Paramount, e existe um projeto que encosta no mito do Rei Arthur, a velha paixão dele por Excalibur.
Pra quem ouve todo ano que o Snyder acabou, a agenda do homem conta outra história.
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