Início
CONFIRMADO

Juíza segura a venda da Warner

Por SnyderVerso

Arte: SnyderVerso

Na audiência de quinta, a juíza avisou que não é carimbo e deixou a decisão pra depois de segunda. O canal leu as 32 páginas do acordo: filme grande no cinema, janela de 45 dias e o estúdio de Burbank protegido até 2031.

Não foi dessa vez. Na quinta, 24, a juíza federal Araceli Martínez-Olguín ouviu a Paramount e os estados numa audiência por Zoom e saiu sem assinar o acordo que libera a venda da Warner. Também não disse quando vai decidir. E aí a casa da DC, do Batman e do Snyder Cut segue esperando o dono novo.

Pra quem chegou agora: a Paramount Skydance, do David Ellison, assinou a compra da Warner Bros. Discovery em fevereiro, por uns 111 bilhões de dólares. Em julho a Califórnia e mais 11 estados foram à Justiça pra barrar, e na segunda, 21, os dois lados protocolaram um acordo pra encerrar a briga. O canal leu as 32 páginas e o vídeo saiu na quarta, 23.

O que tem no papel? Pelo menos 30 filmes por ano nos cinemas americanos nos dois primeiros anos e 32 nos três seguintes, com multa de 30 milhões de dólares por filme que faltar. Um em cada cinco tem que ser filme grande, de 50 milhões de dólares pra cima e em 3.000 salas ou mais. Cada um fica 45 dias só no cinema e só chega ao streaming por assinatura depois de 90 dias. E o estúdio de Burbank, onde o Snyder apresentou uma sessão de Excalibur em agosto, não pode ser vendido nem fechado até o fim de 2031.

O acordo por dentroO que as 32 páginas obrigam a Paramount a fazer com a Warner. Toque, arraste e veja o trecho de verdade no papel.
Filmes nos cinemas dos EUA, no mínimo
Toque ou clique numa barra pra ver o detalhe.
Trecho do acordo, em inglês: cláusula III.A.1, a cota anual de filmes Documento: acordo protocolado na Justiça Federal dos EUA, p. 5
30 filmes nos dois primeiros anos, 32 nos três seguintes
É o piso: a empresa nova tem que lançar esse tanto de filme nos cinemas dos Estados Unidos todo ano, e pelo menos metade tem que ser produção ou coprodução dela. Relançamento, edição comemorativa ou filme antigo em embalagem nova não conta.
Os anos contam a partir do fechamento da compra. Os anos do calendário são o exemplo que o próprio acordo dá.

Só que tudo isso depende da assinatura dela. Na terça, 22, a juíza já tinha avisado que tinha perguntas, e abriu a audiência assim.

O tribunal não é um carimbo do acordo de vocês… Eu tenho algumas perguntas.

Juíza Araceli Martínez-Olguín, na audiência de 24/09/2026, segundo a Variety

Ela quis ter certeza de que o acordo saiu de uma negociação de verdade, sem conluio, e a Califórnia e a Paramount garantiram que sim. Depois passou lição de casa: os dois lados têm até segunda, 28, às 16h de Brasília, pra responder a uma carta do senador Cory Booker, que pede uma revisão independente antes de qualquer assinatura. E na madrugada de sexta a coalizão Block the Merger, de grupos de imprensa e de cinema independente, e a LULAC, entidade de latinos dos EUA, protocolaram pareceres pedindo que o acordo seja rejeitado.

E tem relógio correndo. O Ellison falava em fechar a compra em umas duas semanas, só que a partir de 1º de outubro a Paramount paga à Warner uns 7 milhões de dólares por dia enquanto não fechar.

E pro SnyderVerse? Na nossa leitura, a espera não muda o que está no papel. O Snyder é diretor de tela grande, de IMAX, de filme feito pra sala escura. O acordo não traz ele de volta sozinho, e a volta pela Paramount continua sendo rumor. Mas, se a juíza assinar, o tipo de cinema que ele faz ganha vaga garantida até 2031.

No vídeo tem o resto: quem é quem na Warner nova, o que muda pra DC do Gunn e a nossa opinião sem filtro.

Sobre esse vídeo

Fontes

WarnerParamountDavid EllisonDC StudiosZack SnyderCanal

WhatsApp

Comentários

Entre na conversa

Comente com o teu nome e foto do Google. Um clique e pronto.

Notícias